terça-feira, 27 de maio de 2014

Colagens com Papel


Série - Mitos Sagrados 



 São Jorge 

Santa Terezinha 

Nossa Senhora Aparecida 

São Francisco de Assis 



Santo Expedito 


Santo Antônio 

São Miguel, o Arcanjo 

São Benedito

São Sebastião 

Santa Clara 

Santa Edwirges 

Santa Joana D´Arc




*todas as colagens estão disponíveis para venda* 



domingo, 27 de abril de 2014

Uma Carta para Deus


Olá Deus, como vai?

Estou precisando de umas respostas, um pouco pra “já” pode ser?
Eu venho me incomodando com muita coisa, não sei se o Senhor sabe, mas muito me machuca. Então vou começar:
Transformaram os nossos desejos em mitos
Os nossos medos em religiões
O nosso sofrimento em benefício do poder desumano
As nossas angústias em produtos
A nossa vaidade em virtude.
Uma criança nasceu hoje, pensei comigo:
“Pobre coitada, conseguirá derrubar estas muralhas sem se rastejar pelo chão com suas marcas sangrando em suas mãos?”
Numa estrutura de mundo que nos oprime a liberdade
Há regras “sagradas” e padrões excludentes
E todos nós estamos  sofrendo em diversos graus de medo.
Há alguns que se jogam do precipício desconhecido e jamais voltam.
Espero que o senhor esteja cuidando deles.
A sexualidade ainda está doente
Usaram a fé para matar, perseguir, excluir  e castigar
Não sei se o senhor sabe, mas isso causa muitas marcas na alma dos que padecem desta lógica excludente.
Os gêneros são forçados a representar e não possuem sua naturalidade
Ao invés da natureza se exercer, o medo do “meio” os impedem de seguir o próprio caminho que lhe seria natural e eles sufocam os seus mais naturais desejos.
Então temos uma civilização “selvagem”.
Todos nós corremos de um lado para o outro procurando por socorro
Seja nas bebidas, nas drogas, seja na superficialidade do dia-a-dia, seja nos psicofármacos
Seja nas livrarias.
O homem hoje foge de si mesmo o tempo todo.
Eu vejo ratos correndo desesperados para um túnel de esgoto
Onde as águas podres os abençoam em suas rotinas farsantemente destrutivas
A matéria prima disso tudo? A mentira.
O sustento de tanta miséria humana? A ignorância sagrada de todos os dias.
Eu vejo dois ratos gritando por bondade
Para amanhã devorarem a humanidade de milhares
Eu vejo a verdade sendo aniquilada todos os dias nos bastidores
E assim segue a nossa hipócrita sociedade
Onde negros são exterminados em nome da força imperial “branca”
Onde gays, mendigos, loucos, mulheres, deficientes são olhados com apatia e indiferença
Eu vejo a banalidade do mal sempre alerta.
A cidade e o campo são um caos.
Não há para onde correr.
Todos nós somos meras vidas tentando sobreviver como homos sacer’s.
Então, lhe peço senhor, se é que me ouves
Escute o meu clamor
O meu espírito está possesso de dor e de desesperança
Aonde está o amor? Preso no olhar assustado de uma criança?
Sufocado em traumas que atormentam os mais ingênuos?
Me mostre um caminho, pois já não há salvação aqui.
Eu só tenho uma previsão sem futuro e sem sentido.
Nos traga a luz que necessitamos: o conhecimento e auto-conhecimento
E não nos deixe cair em nossa desumana vaidade
E nos livrai de toda arrogância e prepotência.


Amém.

sábado, 8 de março de 2014

Palavras do Mestre




Uma das mais notáveis inteligências que a humanidade já teve em toda sua história. Uma habilidade intelectual e manual que - juntas - nem antes nem depois, jamais foi superada. Leonardo, o mestre Da Vinci, foi realmente um artista de talento. Em todos os sentidos, tanto na qualidade como na quantidade de criações. No espaço e no tempo, de tal modo que se coloca magistralmente até em nosso século, com invenções até hoje sendo incorporadas ao nosso acervo de cultura e de utilidades. Há pouco tempo, um caderno de rascunho de sua lavra foi vendido por milhões de dólares num leilão de raridades. Desenhos, projetos, receitas de inventos, tiradas filosóficas, conselho sobre artes e saber da vida, tudo com valor de hoje.
Não houve campo de especulação humana por onde não passasse o seu gênio. Assim, passou pela botânica, pela hidráulica, pela arquitetura, pela estratégia militar, fez mergulhos pelo mundo submarino e revoadas pelos ares. De sua prancha saíram desenhos de helicópteros, armas de guerra, hélices de navios, coletes salva-vidas. De seus lápis e pincéis apareceram belezas de formas e de cores de nenhum modo ultrapassadas, nem antes nem depois, talvez em tempo algum. Na escrita, o livro "Breviários", repositórios de notas dos cadernos, oferece-nos trechos que podem ser aplicados tanto na escola como na vida. São observações de eterno interesse.
Em qualquer avião moderno de passageiros, os coletes salva-vidas são de sua receita: "Para salvar-se de naufrágio, precisa-se duma roupa de couro que tenha as paredes do peito em dobro com a espessura de um dedo e que seja igualmente duplicada da cintura aos joelhos. Ao caíres no mar, sopra para dentro e deixa-te ao sabor das ondas. Na boca deverás ter um canudo que ligue com a roupa, por onde deverás receber ar, quando a espuma te impedir de respirar".
Sobre pintores que se queixam da vida: "Há uma classe de pintores preguiçosos que querem viver só sob o ouro e o azul; alegam ingenuamente que não trabalham bem porque são mal pagos. Gente reles! Não sabem fazer nada que preste, mas dizem: esta está bem paga, mas esta outra é medíocre e aquela é devido à casualidade; mostram assim que têm obras para todos os preços. Assim, pois, pintor, tem cuidado que o afã do lucro não prevaleça sobre a honra da arte: a conservação desta honra é mais importante que o prestígio das riquezas".
A respeito das cores na pintura: "As cores, de longe, são ignoradas e imperceptíveis. Para desenhar o realce é mister que o olho do modelo esteja na mesma altura do olho do artista. Isso fará com que a cabeça fique natural, pois os transeuntes com quem cruzas na rua, todos têm os olhos à altura dos teus e se os fizesses mais altos ou mais baixos, teu retrato não seria nada parecido. As roupas devem desenhar-se do natural. Os velhos devem parecer preguiçosos e de lentos movimentos, as pernas vergadas nos joelhos e os pés aleijados, a espinha curvada, a cabeça para a frente e os braços pouco estendidos. as mulheres em atitudes modestas, as pernas fechadas, os braços juntos, a cabeça baixa e inclinada. As velha devem ser representadas atrevidas, com movimentos vivos e raivosos, com fúrias infernais: os movimentos dos braços mais vivos do que os das pernas".
Uma definição de paz: "Dizem que o castor, quando perseguido, por saber que seus testículos possuem virtudes médicas, não podendo mais fugir, para, depois de fazer as pazes com os caçadores, corta os testículos com seus dentes agudos e os deixa com seus inimigos".

Uma definição de avareza: "Avareza é a do sapo que come terra, mas nunca tanto quanto deseja, com medo que acabe". E sobre a arte, centro de sua vida: "A pintura sobrepuja todas as obras humanas pela sutil especulação que lhe pertence. Se vós, historiadores, poetas, observadores, não tivésseis visto com os olhos, nada podereis referir em vossos escritos, que são nascidos da pintura".