"Já aviso: Aqui a casa é ventilada, o coração é quente e as vontades têm a temperatura exata para os sonhos!"
domingo, 27 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
O Visitante
Era este senhor, um daqueles a quem cristo chamou de sepulcros caiados: por fora moldura caiada de branco, e por dentro podridão e vermes. Fingindo no exterior honestidade, e sendo no íntimo da alma um devasso.
Os sinos tocavam e a notícia se espalhava; na reação dos habitantes da região, não havia lamento. Pelo contrário, em muitos, notava-se uma ponta de júbilo. Por isso, era consenso geral que a alma daquele juiz não tinha salvação. Discutia-se até se ele teria direito a um enterro cristão. Criava-se, assim, a polêmica, e só não se acirrou porque os frades do Convento de Santo Antônio se ofereceram para sepultá-lo, porém, nem por sombras, eles podiam imaginar o que lhes iria acontecer.
Nesse mesmo dia à meia-noite, os franciscanos foram acordados por sonoras batidas na porta do convento e por uma voz que pedia para falar-lhes. Os frades estranharam estar alguém naquele horário a bater na porta, e foram todos para a capela. Quando abriram a porta, um vulto imponente, de olhar vivo e penetrante entrou. Os frades assustados reparam que apesar de estar muito bem vestido, tinha os sapatos grandes e toscos que deixavam os pés um tanto estranho. O visitante dirigiu-se para onde estava sendo velado o juiz e, parando à frente do caixão, levantou a tampa, segurou o corpo amortalhado e fez com que este vomitasse a hóstia que tinha na boca.
— Que é isto?! – perguntou-lhe com espanto um dos frades. – Não lhe tire a hóstia, pois ele era um homem endemoninhado!
— Não é um homem endemoninhado – respondeu o visitante. - É um servo meu!
E nesse ponto o visitante transformou-se num vulto negro e terrível; depois, elevou-se no ar com o corpo do defunto, e saiu por uma janela com um grande estrondo. Os frades correram para a janela, a tempo de ver os dois corpos unirem-se num só e, com uma risada diabólica, voarem rumo ao espaço, deixando atrás de si um medonho cheiro de enxofre queimado.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Recordando

Não havia música nem dança. No Carnaval, o povo saía às ruas em correrias. As pessoas sujavam-se umas às outras com farinha. Os nobres se trancavam em casa para fugir da galhofa. Era o Entrudo a dona da festa nos carnavais dos séculos XVIII e XIX. O Rio de Janeiro sempre esteve de braços abertos para a alegria. A folia carioca começa no mistérios das máscaras. Foliões colorem as ruas, escondendo-se atrás de disfarces como pai-joão e o doutor-da-mularuça. Nos salões, príncipes, pajens, bailarinas, dominós, arlequins, diabinhos e polichinelos.
No comecinho do século XX, depois que o prefeito Pereira Passos derrubou boa parte da velha cidade colonial e a transformou numa réplica de Paris, o Rio e o Carnaval "civilizou-se". O entrudo extinguiu-se por completo __ em vez de água e objetos fétidos, as pessoas agora jogavam confete de verdade e serpentina uma nas outras e se esguichavam com lança-perfume, muito mais charmosos. Os novos bondes elétricos se transformavam em carros alegóricos e viajavam carregados de foliões de pé nos bancos e estribos. Em 1900, o Carnaval ganhou a primeira canção de encomenda para a festa, a marcha-rancho "Ó Abre-alas", da pianista e maestrina Chiquinha Gonzaga. E o acaso criou uma tradição que se estenderia por anos: o corso motorizado na recém-inaugurada Avenida Central.
Agora tente visualizar: uma mini-África enquistada no Rio quase europeu de 1900. O coração desse enclave era a Praça Onze de Junho, nas imediações de onde fica hoje o Sambódromo. Na virada para o século XX, ali era o reduto das "tias" baianas__ uma constelação de negras gordas e despachadas que, ao chegar ao Rio alguns anos antes, vindas da Bahia, logo dominaram o panorama. A mais célebre destas baianas era Tia Ciata, uma mulata cuja influência na cultura do Rio talvez mereça enciclopédias. Na sala de sua casa na Praça Onze, Ciata admistrava seus quinze filhos, os amigos e os convidados, e animava os choros tocados por, entre outros, um garoto de flauta chamado Pixinguinha. Ciosa de seu prestigio, Ciata era amiga de jornalistas. Eles iam aos seus pagodes atraídos pela música e perceberam quando os batuques e cantorias, enriquecidos por flautas, violões, cavaquinhos e uma nova e criativa percussão, começaram a revelar a influência das melodias e harmonias européias. Não por coincidência, algo parecido estava acontecendo na mesma época em Nova Orleans, do que resultaria o jazz. No Rio, era o samba que entrava em trabalho de parto __não mais como um sinônimo de festa na comunidade negra, mas como um novo gênero de música. Era só o que faltava, no bom sentido. Para a música brasileira, o surgimento do samba valeu como a descoberta de um novo continente. Para o Rio, foi como se a cidade tivesse finalmente encontrado sua voz. O primeiro samba a fazer sucesso com a palavra samba impressa no disco, "Pelo Telefone", foi composto __ onde mais? __ na casa de Tia Ciata, por três jovens músicos: Donga, João da Baiana e Heitor dos Prazeres.
Era o Século do Samba. Cem anos da história do carnaval brasileiro que a Mangueira contaria em 1999 __ então final do faustoso século XX __ e assinado por Alexandre Louzada. É natural que diante de tantos fatos e tantos acontecimentos durante o século do samba fossem cuidadosamente esmiuçados para desenvolver este desfile. Não era difícil, pois afinal a própria Mangueira é uma das porta-vozes de todo este registro e dona de um legado de respeito, assim como a Portela, Império Serrano, e outras, claro. Sinopse escrita, barracão brilhando, Louzada confiante, e a Mangueira uma das campeãs de 98 encerraria o século buscando seu bi com chave de ouro. Mas algo sobrenatural aconteceu naquela noite de segunda-feira durante o desfile da verde e rosa. De repente, materializando-se do além para participar da folia e surgindo envoltos a uma penumbra de fumaça, vimos estarrecidos algumas personalidades, baluartes do samba em pessoa, a qual uma geração inteira de sambistas reconheceria com muita intimidade. Zé Pereira? Pierrôs? Colombinas? Laíla? Nada disso __ eram figuras que já haviam nos deixado há muitos anos, mas que, evocados e incorporados na avenida seja lá por que força mística, estavam de volta para despertar uma comoção coletiva que ficou para sempre eternizado em nossos corações. Ora quem não lembra de Candeia, Cartola, Clara Nunes, Clementina de Jesus, Carmem Miranda, Noel Rosa, Natal, Pixinguinha, Sinhô, Donga, João da Baiana, Nelson Cavaquinho, Ismael Silva, Tia Ciata e Mestre Fuleiro? Lá estavam eles de volta na comissão de frente da Mangueira. E por onde passavam eram lágrimas na certa. Um que de sobrenatural. Um misto de saudade, reverência, alegria e orgulho arrebentavam os corações. E quanta lágrima... quantos arrepios! Mas houve um tempo de êxtase __ a qual para mim só se perderia ao orgasmo__ que podemos dizer o supra-sumo desta comissão. Foi no momento em que os "fantasmas" formavam uma roda e no centro dela depositavam todos os pertences dos finados sambistas: como o óculos de Cartola, a cadeira-de-rodas de Candeia, o sax de Pixinguinha __ e todos estendiam os braços sobre eles como que se desincorporando e devolvendo aos céus a alma destes ilustres. Arrepiou?
Mas o encanto acabou. Tudo bem, é falso, é teatro, é fantasia. A caracterização não passa de máscara de silicone e resina. O andar, as danças e os gestos não eram naturais, eram coreografias ensaiadas por Carlinhos de Jesus. Mas nem por isso deixou de comover porque afinal de contas era Carnaval e como sabem toda nossa fantasia é cercada de uma mística alegria e prazer a qual da sentido a Folia. Eles estavam entre nós, mesmos que sejam caracterizados mas o amor que temos as escolas de samba e ao carnaval transcendeu a matéria e caiu fulminante na alma de cada sambista. Tanto que por um momento tudo parecia real. E valia a pena chorar, sorrir, se emocionar, brincar, mesmo que por apenas 80 minutos. Mas foi eternizado para que lembremos sempre destes baluartes a qual fizeram história no século que viveram, o seu século do samba. E é sempre bom recordar , olhando com orgulho para trás, levando a diante o legado que deixaram ao novo século que entrava.
E Feliz ano 2000, um novo século do samba!
Recordando

O nosso indígena é um fazedor de mitos e lendas, este é o maior de seu legado. No imaginário do índio brasileiro, não há uma presença insólita como o cavalo alado dos gregos ou os castelos encantados do imaginário medieval. Aqui, como em toda a América, o imaginário era uma presença constante, um compartilhar cotidiano que tinha como conseqüência direta a criação de mitos e lendas que constituem o que denominamos de "realismo mágico", que nasceu em uma atmosfera e dimensão sobrenatural, sendo considerado a manifestação mais pura e autêntica do universo americano. Hoje, para nossa felicidade, percebemos uma resistência organizada por parte de alguns povos indígenas no sentido de preservar a cultura de seus ancestrais. Todos nós, também podemos lhes prestar assistência, principalmente divulgando e prestigiando seu acervo cultural. Fomos, somos e sempre seremos eternos "Caçadores de Emoções", sem nossos mitos e lendas, com suas maravilhosas fantasias e sonhos a serem realizados, nossa vida seria totalmente sem graça. O mundo através dos mitos e lendas, renasce como uma primavera. O homem é o único herdeiro destas tradições, vivências, ensinamentos e é somente através deles que vencerá seu terror existencial e histórico e, assimilando este aprendizado, se fará merecedor da exuberante e esperançosa primavera que florescerá em seu coração. Hoje, mais do que nunca, as raízes de nosso espírito, leva-nos cada vez mais a indagar sobre as nossas origens.
Nosso índio era dono deste pindorama imenso, ele dispunha a seu talante das águas dos rios, da caça das matas, das praias de areia alvíssimas, onde alegremente colhia a pitanga, o caju e o cardo. Ele que, enfim, na busca da alimentação para a sua sobrevivência, ou na guerra continuada com tribos vizinhas, sentia-se livre e feliz, agora cabisbaixo e triste, caminha quilômetros e quilômetros, para reclamar, seja por intermédio da imprensa ou das autoridades competentes, terras e subsídios com os quais possa obter, com o suor do rosto, o pão de cada dia.
O saudoso Oswaldo Jardim, então carnavalesco da Unidos da Tijuca, mergulhou no rico universo mitológico do índio brasileiro e configurou ao Borel um de seus desfiles mais antológicos, despertando a todos uma saga ao inconsciente coletivo. E como foi deliciosa e fantástica mergulhar nessa fabulosa epopéia que o carnaval permite sonhar. Topamos um imenso rio-mar a cujas águas procederam das lágrimas de Jaci em tristeza por Guaraci. Navegar o rio-mar é contemplar as belezas da vitória-régia; ouvir canto majestoso do Uirapuru, saborear o Mani ao som dos maracás. Reverbera os muiraquitãs sobre os igarapés que adornam os cabelos de Iara.
Leve, colorido e audacioso, embalados por um samba impecável. Assim foi a Tijuca em 1999. Depois de uma série de desfiles mal sucedidos, Oswaldo Jardim ___ o Rei da Espuma __ imprimia sua marca caracterizando nesta apresentação um desfile sutil, leve como dito acima, e pela qual se diziam bem simples, sem grandes luxos, mas de uma contextualidade impar, fantasias claras, audacioso em decorar com barro um Tatu gigante. E a leitura muito fácil de digerir, pertinente ao enredo; movidos por um samba que considero um poema cantado. Então o resultado não poderia ser outro senão o inquestionável campeonato e a volta triunfante ao Grupo Especial.
Infelizmente Jardim nos deixou há seis anos. Mas o seu legado como artista do carnaval carioca ficou pra sempre imortalizado em imagens como o Dono da Terra. Hoje, a Tijuca se gloria. E Jardim vai saindo de cena silenciosamente. E à proporção que vai saindo, vê o carnaval do futuro. Que carnaval é esse?
Cumprira-se um destino. A história do carnaval desde agora recolhe o nome de um artista para a glória da Pátria do Samba!
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Recordando

MOCIDADE INDEPENDENTE 1991
CHUÉ, CHUÁ ÁS ÁGUAS VÃO ROLAR
Voltemos ao ano 1991 mais uma vez para registrar uma grande enxurrada na Marques de Sapucaí.
Temporal? Dilúvio? Sim, tudo isso acontecia de uma só vez, transbordando rua abaixo, desembocando na Apoteose, lavando a alma dos Independentes. E a meteorologia já previa o fenômeno El Renato e La Lílian.
E por falar em chuva, é curioso que cerca de 70% do nosso planeta é composto de água, entre mares, rios, oceanos, lagos e lagoas. Foi pela água que se deu origem a vida terrestre, segundo a Ciência. Nosso primeiro contato com as águas acontece ainda no útero materno, a placenta, na origem de todos os seres e a partir dai ela nos acompanha pelo resto de nossas vidas.
E é água para banhos, água para rituais sagrados, água da chuva que semeia os grãos, água do suor nos êxtases humanos, águas de cheiro, água doces, salgadas, na liquidez das frutas... E diante destas tantas possibilidades de se fazer um carnaval, Renato colocou o óculos, escreveu a sinopse e ás águas rolaram...
A Mocidade Independente de Padre Miguel começou a década de 90 de um jeito fulminante. Após ter revolucionado o carnaval carioca com enredos irreverentes com a assinatura de Fernando Pinto, a escola foi buscar na dupla Renato Lage e Lílian Rabello, ex-alunos e discípulos de Fernando Pamplona, uma nova etapa para seus carnavais. Em 1990, a dupla criou o "Vira, virou, a Mocidade chegou!", conquistando o campeonato. E muito mais que isso, inaugurava-se a Era Renato Lage e a estrela da Vila Vintém, mais verde como nunca, brilhava forte para orgulho da Zona Oeste. E a Mocidade, no ano seguinte, com "Chuê, chuá, as águas vão rolar", deu um banho na Sapucaí e muita água rolou__ e falo de lágrimas também.
A escola de Castor de Andrade entrou na Sapucaí com grito de "campeã" e há fazendo bonito desde sua comissão de frente onde 14 bailarinos simulavam o andar dos mergulhadores no fundo dos oceanos. Logo em seguida, o abre-alas, trazendo seu símbolo maior ___ a estrela__ estilizada como estrela-do-mar, azul e branca, cores aquáticas. Mas o melhor ainda estava por vir logo na segunda alegoria, o que deixou muita gente deslumbrada. O carro "Planeta Água", com a representação do útero materno no formato do planeta Terra. Mas há uma explicação para esta alegoria: Lílian estava grávida e ela e Renato tiveram um insight de incluir a gravidez no tema. Não é um gênio? A estética de deste carro, a proposta inserida e mensagem transmitida fazem desta alegoria, para mim, uma das mais impactantes do carnaval carioca da década de 90.
Se me permitem a licença poética, as águas de Chuê, Chuá serviram de batismo a Mocidade Independente, que iniciava, já em 1990, o seu ciclo de desfiles memoráveis da era Renato Lage o que seria de fato único uma fase áurea e soberana a qual sua estrela reinaria triufante (mesmo não sendo campeã) pelos anos seguintes; mas o que fatalmente acabaria 12 anos depois.
Quando a Mocidade acabou sua apresentação, o sambódromo inteiro aclamava a escola como a campeã daquele carnaval. Foi o ápice criativo da dupla Renato e Lílian. O casamento foi desfeito no ano seguinte, mas o trabalho desenvolvido pelos dois para a Mocidade no carnaval de 1991 foi um dos que mais causou arrepio na passarela do samba.
Um fato louvável a uma era que deixou saudades!
Recordando

Não havia música nem dança. No Carnaval, o povo saía às ruas em correrias. As pessoas sujavam-se umas às outras com farinha. Os nobres se trancavam em casa para fugir da galhofa. Era o Entrudo a dona da festa nos carnavais dos séculos XVIII e XIX. O Rio de Janeiro sempre esteve de braços abertos para a alegria. A folia carioca começa no mistérios das máscaras. Foliões colorem as ruas, escondendo-se atrás de disfarces como pai-joão e o doutor-da-mularuça. Nos salões, príncipes, pajens, bailarinas, dominós, arlequins, diabinhos e polichinelos.
No começo do século XX, depois que o prefeito Pereira Passos derrubou boa parte da velha cidade colonial e a transformou numa réplica de Paris, o Rio e o Carnaval "civilizou-se". O entrudo extinguiu-se por completo __ em vez de água e objetos fétidos, as pessoas agora jogavam confete de verdade e serpentina uma nas outras e se esguichavam com lança-perfume, muito mais charmosos. Os novos bondes elétricos se transformavam em carros alegóricos e viajavam carregados de foliões de pé nos bancos e estribos. Em 1900, o Carnaval ganhou a primeira canção de encomenda para a festa, a marcha-rancho "Ó Abre-alas", da pianista e maestrina Chiquinha Gonzaga. E o acaso criou uma tradição que se estenderia por anos: o corso motorizado na recém-inaugurada Avenida Central.
A tradicionalíssima Portela pedia à "corte do samba" que abrissem alas, para a Escola passar, num desfile que ficou na história, entre os grandes carnavais da azul-e-branca de Madureira. O enredo de autoria do carnavalesco José Félix, tratava principalmente da evolução e transformações do carnaval. A canção "Gosto que me enrosco" deu nome ao enredo, servindo de inspiração e foi o fio condutor para recontar a história do carnaval brasileiro. Raiava a manhã de segunda-fera do dia 26 de fevereiro de 1995. Nas primeiras horas do dia, o céu se pintou de azul e branco para fazer cenário a um rio , das mesmas cores, que ia transbordar avenida abaixo... E de fato, desceu. A voz retumbante de Rixa conclamando Madureira e que abrissem alas para a escola de Clara Nunes passar, convidando a todos a se enroscarem na contradança de um dos maiores sambas-enredos da historia da Escola.
A Portela foi a penúltima a desfilar na primeira noite de desfiles, e já com o sol raiando, que por sinal favoreceu bastante no que tange à cromática do desfile, Desfilando luxo e alegria, a escola foi saudada pelo público desde a entrada da comissão de frente, formada por ilustres portelenses: Zeca Pagodinho, Chico Santana, Monarco, Casquinha, Ari do Cavaco, Alberto Lonato, Wilson Moreira, Carioca, Jair do Cavaquinho, Casemiro, Marcos, Edir Gomes, Periquito e Jorge do Violão e apresentada por Tijolo, famoso passista, falecido em 2001. Mais uma vez, a Águia portelense contagiou o público, com uma máscara em azul e branco, trazia um chapéu, que fizeram-na graciosa e imponente, sabiamente confeccionada com material furta-cor, que, sob a emissão dos primeiros raios solares, refletiam variadas cores e tons, dando a impressão de estar acesa. O Samba bastante harmonioso serviu com perfeição à Escola, um conjunto de fantasias e alegorias eram de sumo bom gosto, dando preferência para as cores tradicionais da Escola, o branco e os variados tons de azul. __não é um rio? __ Alas que lembravam todas as principais organizações carnavalescas, em relação à respectivas épocas.
Um desfile irrepreensível, memoravel, emocionante. Destaque ara o carro do bondinho(Rio Antigo), com o Rei Momo ao fundo. O carro do Zé Pereira, com bonecos gigantes. O Luxo também fora uma marca registrada, como nos mostra este belo destaque. Outra Alegoria reproduzia os ícones ou figuras tradicionais do carnaval, como esta, abaixo a Ala dos mascarados. A Velha Guarda também se fez notar, pela tradição e animação, destaque a Paulinho da Viola, ilustre e tradicional torcedor da águia de Osvaldo Cruz. Infelizmente a Portela foi a Vice-Campeã, mas ganhou três Estandarte de Ouro: Melhor Escola, Melhor Samba Enredo e Melhor puxador: Rixxa. O povo conclamou a Escola como campeã, apesar do resultado, portanto, diz-se que foi a campeã moral do carnaval carioca de 1995.
Tanto assim que meu coração deixou as cores de Ramos para se tingir de azul e branco. Amor fulminante. Paixão incontestável e ardente a qual me faz chorar sempre que vejo sua Águia entrando na avenida . E sua Velha-Guarda é a prova cabal de samba se aprende na escola...

