sábado, 21 de janeiro de 2012

Você estudou? Bem feito!






É TRIUNFO DAS NULIDADES:

O Brasil vai bem, obrigado, para os parasitas, os que nada produzem e os políticos...


Ronaldinho Gaúcho : R$ 1.400.000,00 por mês. - "Homenageado na Academia Brasileira de Letras"...


Tiririca : R$ 36.000,00 por mês, fora os auxílios e mordomias; - "Membro da Comissão de Educação e Cultura do Congresso"...

Piso Nacional dos professores: R$ 1.187,00...

Moral da História:

Os professores ganham pouco, porque só servem para nos ensinar coisas inúteis como: ler, escrever e pensar.

Sugestão:

Mudar a grade curricular das escolas, que passaria a ter as seguintes matérias:

- Educação Física:

Futebol

- Música:

Sertaneja

Pagode

Axé

Funk

- História:

Grandes Personagens da Corrupção Brasileira

Biografia dos Heróis do Big Brother

Evolução do Pensamento das "Celebridades"

História da Arte: De Carla Perez a Faustão

- Matemática:

Multiplicação Fraudulenta do Dinheiro de Campanha

Cálculo Percentual de Comissões e Propinas

- Português e Literatura :

?????????????????????? Para quê ????????????????

- Biologia, Física e Química :

Excluídas por excesso de complexidade

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O Justo




Homem justo...
É o que simplesmente cultiva.
É o que cospe o seu próprio orgulho,
No mesmo entulho que enterra ódio.
Justo, é o homem que vive sem ironia.

É o que vive pela paz
E nela ser fecundo
Sem ter hora, minuto ou dia.
É na lógica da monotonia,
Manter a postura, ter moral e ser coerente.


É aquele que consegue amar um malfeitor!
É aquele que dá, sem receber amor
A sua teia de virtude, a casa onde mora!


É o que constrói uma família e que por ela morre!
É o homem de humano humanismo
De cariz forte, simples e puro
Que simplesmente se ignora.


É o que coloca de lado
Todo e qualquer tipo de protagonismo
E se tente na vida a salvar o mundo.
Homem justo...

domingo, 8 de janeiro de 2012

O Ermitão



Vicente Moura matou três homens na adolescência. Por achar esse número modesto, matou mais três quando adulto. As três primeiras mortes provocaram-lhe náuseas e ele vomitou após cada uma delas. Nas três últimas a reação foi  distinta e sentiu calafrios pelo corpo. Após cada crime pensava na vida, mas também na morte, essa coisa  indesejada, mas nunca esquecida. Na adolescência, marcou-o sobretudo  a inusitada excitação. Em adulto, já remisso a essas emoções iniciais, talvez o instinto o tenha feito perceber que a morte sempre próxima era tangível também para si. E o instinto, apenas ele, já que  carecia  de juízo, emitiu o sinal inequívoco da hora de parar. Vicente Moura parou. Mudou de cidade, tornou-se arredio e solitário como um ermitão. Adquiriu uma cabana e começou no insulamento de um bosque uma luta atroz contra os  fantasmas que o perseguiam dia e noite.  
Passou a demonstrar  evidentes sintomas de um homem que temia retaliações.
O sono era leve e curto, quando existia. Tornou-se um ser sobressaltado, para quem o mais suave canto de um pássaro que rompesse o silêncio instável da floresta era uma comunicação ardilosa  entre inimigos que se aproximavam para emboscá-lo. Tomava por furtivo roçar de corpos nos galhos das árvores a constante blandícia do vento nas altas franças. O ouvido alerta, já traído pela tensão constante, interpretava como passos cautelosos de um grupo de captura na serapilheira a abundante e quase imperceptível queda de folhas secas no outono. Via, com frequência, no breu da noite, homens que o queriam liquidar. Não recebia visita de espécie alguma, nem as desejava. Por duas vezes em três anos mudou de exílio após surpreender caçadores errantes em sua cabana. A cada fuga procurava brenhas menos acessíveis, literalmente tornara-se um antropófago. A solidão já não bastava ser apenas um vasto mundo desabitado de gente; desejava-a obsessivamente despovoada de sons.
Certo dia, farto da face humana, cometeu o desatino de destruir o único espelho da tapera onde vivia por temer um atentado da própria imagem. Daí em diante jamais viu um rosto humano; em seu delírio de fugitivo evitava até as águas remansosas pela possibilidade de refletir a própria imagem.
Vicente Moura não era mais coerente.
Entretanto, reclamava de si e mais vigilância, pois tudo que já conseguira parecia pouco quando lhe sobrevinham os acessos  paranóicos. Foi inevitável a reclusão voluntária como resultado natural de um demorado processo. Na mente excitada de Vicente, ela soou como a redenção. E ele não delongou tempo para concretizá-la. Valeu mais a obsessão pela vida do que a vontade de ser livre. Uma caverna inacessível, uma lapa profunda é a solução, conjeturou um dia.
Dois dias de buscas e  vezo de tapejara agradou-lhe um refúgio mais adequado num penhasco mais alto de uma penedia protetora: ali  nem as feras chegavam. Abandonou tudo na mudança para o novo retiro. Até  as armas que protegeram o prolongado êxodo ele deixou para trás. Contra o que podia acontecer, as armas seriam inócuas. Era a certeza da paz definitiva ou a premonição do fim próximo. Dizem que há homens com a faculdade de pressagiar o futuro, mas esta é outra história.
Por dois dias depois da mudança, Vicente Moura descansou o espírito e o corpo; e o relaxamento inibiu a sede e a fome. Sentiu-se um homem renovado. Até o sono estirou-se por horas seguidas. Como se sentisse intangível, sequer suspeitou que, indene à justiça humana, era vulnerável às implacáveis retaliações dos próprios medos. Aqui eles não me podem alcançar __ e um tímido e inseguro sorriso de triunfo marcou-lhe levemente os lábios.
Na madrugada do terceiro dia, Vicente  Moura não pôde fugir à dura realidade de os medos de um homem serem parte integrante de sua vida. Os fantasmas que o ameaçavam de fora começavam a devorá-lo por dentro na hora em que todo homem está indefeso: no sono. Pesadelos terríveis marcaram aquela madrugada e as seguintes. Na escuridão da caverna, Vicente não distinguia o dia da noite. Por vezes, o cansaço o prostrava e os pesadelos eram recorrentes, batendo-se Moura com valentia pela vida, nem sempre obtendo êxito. Quando morria, acordava sobressaltado. Ironicamente as várias mortes renovavam-lhe a vida. Minava-o, contudo, a irremitência dos pesadelos.
Não mais se atrevia a pôr um pé fora da caverna. Seus hábitos solífugos e as vestes negras expressavam a ânsia de tornar-se invisível para melhor combater os inimigos, caçados numa derradeira mania, escarafunchando cada escaninho de rocha. Neste exercício, escarnificou as mãos. Só o cansaço prostrava Vicente Moura, só os pesadelos o punham de pé. Sua vida passou a ser uma tormentosa sucessão de imagens desconexas do passado e do presente __ o futuro não existia __misturando crimes reais e imaginários; ele era sempre, a um só tempo, a vítima e ao algoz.
Vicente Moura não sabia, mas expiava pecados e culpas numa preparação para a morte próxima como única solução para a paz definitiva.
Em sua última noite de vida, Vicente banhou-se de lágrimas e tremeu de febre num pesadelo singular que representou a adiada batalha de um contra todos, mais avassaladora para um homem do que a decisiva batalha de uma guerra para um povo. Não levantou os olhos para encarar o homem que se aproximou para aplicar-lhe o golpe fatal, pois não tolerava a figura humana. Apenas acumulou as derradeiras forças para uma fuga desenfreada e salvadora. Correu para a saída da  caverna e lançou-se do alto do penhasco.
Acordou no vácuo, infelizmente demasiado tarde para voltar atrás.


sábado, 7 de janeiro de 2012

Somos Gatos

A morte nos espera...

Mas somos como gatos


Astutos, gaiatos



Pulando de muro em muro












quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Tudo é Carnaval




no cordão do desespero

enfileiram-se atormentados
choram riem-se de suas desditas

no bloco dos felizes ou ingênuos
navegantes em mares plácidos
crenças cegas e filosofias leves

de entremeio entre dois grupos
os anestesiados pela euforia
e os dementados pela realidade

oscilantes, entre eles.
buscas por tênues lucidez
seguem os analíticos

enebriados nas fantasias
dos eufóricos e identificados
nas angústias dos sofridos...





quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Série: Cenas da Caatinga - Colagens com papel - 2008


Colagens com papel 


Os Retirantes 


Mulher carregando filho


Mulher limpando arroz 


Roceiros 


Homem com carrinho 


Auto de Natal 


Mulher socando milho


Mulher na Roça 


Catador de Coco 


Lavadeiras 


Todas as gravuras tem 25cm x 23cm